(“Como Lidar Consigo Mesmo” - Arthur Schopenhauer)
É uma excelente obra àqueles que querem expandir o conhecimento de vida, pois tem ensinamentos que superam os ditames da moral.
Vemos com maus olhos essa estratégia editorial brasileira de capturar a obra schopenhaueriana e esmagá-la em estilhaços em vez de publicar Parerga e Paralipomena integralmente, pois aquele que ler Schopenhauer desta maneira terá uma ideia turva a respeito de seu pensamento, até porque nesta obra ele fica em cima da parede acerca de vários tópicos (ação ou inação, sociabilidade ou exílio), o que pode levar a crer que era um autor de "charlatanismo" (como Eduardo Frieiro gostava de se referir a este tipos), que ensina a ganhar a vida. Nenhum livro de Schopenhauer vos trará pecúnia, pois a própria existência em si constitui um mal.
É que Schopenhauer foi um autor de extensa produção, chegando a opinar sobre vários temas, e de escrita aprazível (diferentemente de seus contemporâneos, inspirados pela prosa dos malignos Kant e Hegel). Assim, quem lê seu "A Arte de ter Razão" poderia crer erroneamente que seus estratagemas são de boa-fé e não apenas um chiste de alguém que desacreditava a possibilidade de qualquer debate civilizado.
Quanto ao conteúdo do livro: a solidão é tão penosa quanto valiosa, quem a busca deve tolerá-la e por meio dela descobrir-se-á verdadeiramente. Quem ama a liberdade deve também amar a solidão, pois apenas sozinho que se é livre. A grandeza de um indivíduo é equivalente à sua capacidade de estar só.